Foto de uma mulher de costas aplicando um treinamento corporativo para outras duas pessoas

Cerca de vinte anos atrás eram construídas universidades físicas, professores eram contratados e os funcionários deveriam comparecer para realizar o curso.

Nessa época surgiu a Internet e isso abriu muitos novos caminhos. No início dos anos 2000, criamos a palavra e-learning e a partir de então surgiram as universidades corporativas. Todos começaram a ver essas unidades físicas como um desperdício de dinheiro e decidiu-se que a melhor opção seria migrar para um modelo online.

Apesar de ter sido empolgante e ter reduzido o custo do treinamento, não ocorreu como o esperado, talvez pela falta de experiência e prática para criar conteúdo. O e-learning se tornou difícil de concluir, sendo tedioso, pois não passava de um livro em formato digital, onde você vira as páginas e faz a leitura. Assim passamos para a fase da tentativa de aprendizado misto, ou seja, misturar o treinamento online com o presencial.

Em 2006, quando o YouTube virou um fenômeno mundial, e outros sites de plataforma de vídeos começaram a ganhar destaque, os colaboradores não queriam mais aquele conteúdo maçante de leitura, eles queriam vídeos curtos, rápidos e eficientes. Com o aumento dessa mídia digital a paciência para os conteúdos “tediosos” acabou, e os criadores de conteúdo dos treinamentos, perceberam que tinha que ser algo imediato, que aparecesse na “cara” do colaborador e que ninguém gastaria mais do que 5 minutos para receber conteúdo de um vídeo.

Então, as empresas investiram muito dinheiro em sistema de gerenciamento de aprendizado, mas os funcionários não usavam. As plataformas eram complicadas, tinha uma busca de cursos complicada e os colaboradores que eram os consumidores da ferramenta, passaram a buscar esse conteúdo em outros sites que gostavam mais. Em 2015, grande parte das companhias estavam obcecadas por aprendizado digital, mas ainda não faziam ideia de como usar.

Entramos de novo em uma fase de experimentação, a aprendizagem através de vídeo era a nova moda e no geral funcionou, mas não tínhamos pessoas qualificadas para criar conteúdo. Foram utilizadas algumas plataformas que ofereciam a mesma experiência de uma universidade online, mas também não foi muito bem aceita, pois os colaboradores não tinham tempo e estavam distraídos enquanto tentavam realizar algum curso, preocupados demais com suas responsabilidades.

Durante essa grande transformação digital, algo foi deixado de fora. As empresas perceberam que as habilidades técnicas não eram um problema tão amplo como comportamento, e não poderiam ser aprendidos online. Os problemas reais eram as habilidades técnicas, mas nem se comparavam com a falta das habilidades sociais e comportamentais.

Um estudo recente realizado na Austrália mostra que colaboradores mais jovens estão bem menos interessados em habilidades técnicas, porém buscam exercitar a resolução de problemas, influência, comunicação e principalmente liderança.

 

Academia de Capacitação Corporativa

Vamos entender primeiro o que é uma academia de recursos. Vai muito além de apenas um acesso digital de conteúdo. É onde os colaboradores poderão aprimorar suas capacidades relacionadas ao trabalho, indo além de habilidades técnicas, e foca nos aprendizados de negócio para que a empresa cresça.

Agora vamos entender o que é a capacidade, se verificarmos no dicionário o significado é: poder, aptidão ou possibilidade de fazer, ou produzir qualquer coisa; competência e habilidade. Então, simplificando, é uma combinação entre experiência, habilidades, competências e conhecimentos que os colaboradores devem ter para alcançar o sucesso.

Essa academia de capacitação pode ser apenas virtual, mas nada impede que tenha um espaço físico, onde você pode aprender e compartilhar, que tenha especialistas para contribuir e auxiliar no avanço de conhecimento. Sendo assim, deixa de ser apenas um programa simples de treinamento e passa a ser um investimento corporativo em conhecimento e alcance do sucesso dos colaboradores.

Essas academias passam a focar muito mais nas práticas da empresa, para que seu colaborador fique mais integrado em relação ao trabalho que deve desempenhar e o que a empresa espera dele, assim, apresentando e mantendo-se sempre atualizado com novas soluções, práticas e tecnologias.

Buscando inovações temos exemplos como o Walmart, que utiliza a realidade virtual para treinar o atendimento ao cliente, gerência e segurança. Outro exemplo é a Shell Oil, que também utiliza a realidade virtual para simulações profundas, a fim de ensinar engenheiros e operadores de petróleo tudo sobre geologia e ciência.

Então, usando uma frase conhecida como título de um filme, e que cabe muito bem aqui, essa ideia de academia de capacitação é claramente um de volta para o futuro porque a verdade é que não é uma ideia nova, mas a abordagem é inovadora.

O tempo todo vemos empresas “quebrando a cabeça” para conseguir atingir um alto conhecimento da sua equipe visando um trabalho mais eficaz. Existem grandes chances da academia de capacitação ser a maneira de conseguir isso.

Mas ter essa academia não é tão simples. É necessário investimento da empresa, atribuições de desenvolvimento, especialistas internos para desenvolver e ensinar programas e, se possível, especialistas externos para contribuir.

A verdade é que todos dentro de uma empresa estão buscando maneiras de reinventar os processos de maneira digital, e a parte mais difícil com certeza é o reinventar.

O foco das academias de capacitação é reunir sua empresa, inspirar e motivar os colaboradores, ter especialistas nos assuntos que vão ajudar nessa reinvenção e oferecer a todos uma maneira de desenvolver habilidades que são necessárias para permanecer à frente, crescer e inovar.

O treinamento corporativo já passou por muitas vertentes e talvez não esteja tão longe de atingir o sucesso, mas cabe a nós encontrar a melhor maneira de contribuir com o crescimento profissional e desempenho do colaborador.

 

Aplicativo para Gestão de Treinamentos Corporativos