O novo normal precisa de novas posturas e o velho RH precisa se adaptar a esta nova realidade.

Certamente que o ano de 2020 ficará na história, lembrado como o período em que pandemia causada pelo Covid-19 deixou trabalhando em casa a maioria das pessoas.

Neste contexto em que os profissionais tentavam se adaptar às mudanças e às novas práticas de trabalho e a antecipação acelerada do e-learning, onde as empresas aderiram ao trabalho home office de forma quase que unânime, o velho RH também buscava novas estratégias.

O velho RH teve que se reinventar e agora também será o novo RH para gerenciar o novo normal. O uso da tecnologia nunca foi tão necessário, e para as empresas que ainda não estavam na visão do RH 4.0, entender que a inteligência artificial é parceira essencial não só no processo de recrutamento, entrevistas online e até mesmo um novo de jeito de realizar o onboarding, o grande desafio é bem mais complexo.

Gerenciar o novo normal envolverá primeiramente deixar a visão de um velho RH para diagnosticar quem é seu antigo novo funcionário. Isto mesmo, o antigo novo funcionário é aquele profissional que vivenciou todo o movimento mundial e teve aflorado seus medos e seu nível de ansiedade e mudou seu jeito de pensar, fez uma revisão do seu estilo de vida e enquanto conviveu e acompanhou os acontecimentos teve suas crenças tão emergentes que fizeram com que sua essência aparecesse de forma tão cristalina.

Enquanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) estabelece que saúde não é apenas a ausência de doença física, mas também o equilíbrio mental, como pode então, o RH diagnosticar quem retorna aos departamentos da empresa.

Podemos aqui dividi-los em dois grupos, aqueles que ficaram paralisados e amedrontados e os que se desenvolveram, melhoraram e buscaram aprender para retornar profissionais melhores.

E como o RH irá gerenciar estes departamentos e estes profissionais?

Primeiramente, embora já seja visível quais são os funcionários que tem mindset de crescimento e qual tem o mindset fixo, o RH poderá agora mais que em qualquer outro momento valorizar quem de fato vive o mesmo propósito da empresa e quem não tinha conexão com os propósitos da empresa, mas conseguia camuflar muito bem.

A psicóloga Carol Dweck menciona que as pessoas de mindset de crescimento são aquelas que acreditam que as habilidades podem ser desenvolvidas por meio de muito trabalho e boas estratégias em meio às adversidades, assim poderá o RH ter em mãos definições reais para elaborar seu planejamento de Recursos Humanos como estratégia para o negócio.

O RH deverá usar suas ferramentas de gestão de RH com mais afinco, pois elas serão tão ou mais importantes agora. É o momento exato para usar o mindset de crescimento nas ações do PDI, ações estratégicas e demais particularidades de Recursos Humanos.

Enfim, podemos concluir que o RH, novamente é chave essencial para a sobrevivência de qualquer negócio, pois tudo se trata de pessoas, para as pessoas e com as pessoas.

Artigo anteriorOs algoritmos são vilões dos gestores?
Próximo artigoO RH 4.0 e a LGPD
Marcia Vinhoto Lopez
Com experiência profissional de mais 26 anos atuando nas áreas de Educação, Gestão de Recursos Humanos e Formação de Talentos, Marcia é expertise em princípios de Pedagogia Empresarial. Somando conhecimentos de andragogia e neurociência ao uso de ferramentas de desenvolvimento pessoal, atua como consultora em empresas e Instituição de Ensino, além de realizar mentoria para mulheres, professores e formação de gestores de RH. Mais de 6.000 pessoas participaram de seus programas de desenvolvimento humano em palestras, treinamentos, mentorias ou Pós graduação/MBAs. Viver com propósito de vida é sua marca, onde ajuda pessoas a exalar a melhor versão de si mesma, através de olhar com felicidade e entusiasmo pela vida.