A implementação da LGPD será o fim da captação de currículos? Não necessariamente.

O foco da LGPD é garantir e fortalecer a posse dos dados pessoais. Nesse cenário, a prática da captação e geração de um banco de currículos precisa ser aprimorada. As empresas que ainda contam com RH tradicionais e costumam arquivar documentos em papeis para fazer a análise de recrutamento podem sofrer mais com a LGPD, pois é comum que aconteça a perca de documentos em papeis de candidatos que não são selecionados para próximas etapas em determinados processos. Dessa forma, podem acontecer vazamentos e outras formas de lesar a proteção de dados.

Quando uma empresa recebe o currículo de um candidato por um documento impresso ou encaminhado por e-mail não há uma expressa autorização do proprietário de dados para a forma como serão usadas as informações, por isso a automatização desse processo surge não apenas como uma alternativa para otimizar o recrutamento e seleção, mas como uma garantia de proteção de dados.

É fundamental que os candidatos expressem o consentimento de oferecer os seus dados para a empresa, permitindo a utilização e o armazenamento. As informações contidas no currículo e durante todo os processos também precisam ser disponibilizadas pelos titulares mediante a possibilidade de serem guardadas em um banco de currículos.

É aconselhável que sem o consentimento de armazenar os dados, a empresa exclua as informações dos candidatos que não forem contratados, pois estará em desconformidade com a LGPD.