Uma das coisas mais fascinantes no mundo do Marketing são as ferramentas que surgem para ajudar nas estratégias de empresas. Employer branding é uma dessas ferramentas e que auxilia não só a área de Recursos Humanos, mas toda a companhia. Vou explicar como aplicá-la neste artigo.

Mas antes, é importante partirmos do mesmo ponto: conhecer o conceito. Employer branding significa em português a “marca do empregador” que nada mais é do que a reputação que a empresa tem para os funcionários e também para aquelas pessoas que ainda não fazem parte do time, mas que estão estudando o mercado, estão se candidatando a alguma vaga e até clientes que avaliam o ambiente de trabalho antes de fechar negócio (afinal, queremos contratar empresas que tenham funcionários felizes e motivados para atender bem, entregar bons produtos e por aí vai). Reputação é a fama, é a imagem, é o que a empresa faz/entrega para seus clientes internos.

Muito bem. Alinhados no conceito do que é employer branding, vamos partir para o ponto principal desse artigo: por que a minha empresa precisa se preocupar com a marca empregadora? Não é só se preocupar com o branding, que inclusive já consome boa parte do meu budget? Não devo focar apenas na marca voltada para o mercado, com quem vai de fato comprar meu produto?
Essa é uma visão que acontece ainda em muitas empresas, por diversos motivos: orçamento, mindset, cultura.

Mas o “pulo do gato” está aí: quem compra primeiro o seu produto ou serviço é o funcionário da empresa que o comercializa. É aquela pessoa que tem 3 filhos, que chega às 9h da manhã e fica até 18h (as vezes, ele trabalha até mais tarde para entregar algum projeto). Você já parou para pensar que se o clima de trabalho não for bacana, se a estrutura do escritório deixar a desejar (ambiente mal cuidado, por exemplo), ou se simplesmente o gestor dele não reconhecê-lo por um trabalho bem realizado, com certeza ele vai levar essa insatisfação para fora dos muros da empresa?

O funcionário avalia tudo isso, e a empresa não tem controle sobre a imagem que ele cria na cabeça dele. Por mais bonita que seja a parede de uma sala com os valores da empresa, se aquilo é só para “inglês ver”, o funcionário não terá uma imagem positiva. O investimento em adesivação foi alto, teve esforço de negociação com a gráfica que faria a impressão e adesivação, mas a percepção dos funcionários (para quem aquilo foi feito, diga-se de passagem) continua a mesma: a empresa não pratica aquilo que fala. E pode ter certeza: ele leva essa frustração com ele para os almoços de família aos domingos e pronto: a imagem da empresa na mente dos seus familiares também está formada.

Como um agravante (ou oportunidade) temos a geração Millenials/Geração Y tão falada nos últimos meses. Atualmente, são as pessoas nascidas a partir de 1980 até início da década de 1990 que estão chegando no mercado de trabalho e até ocupando cargos altos de liderança. De forma geral, são pessoas criativas, inovadoras e que querem fazer as coisas acontecerem. Receita perfeita para uma empresa que quer crescer exponencialmente, não é? Mas a pergunta é: o que atrai essas pessoas?

Elas não querem só bons salários e muito menos estabilidade no emprego, elas querem um propósito. Elas precisam sentir que o trabalho que realizam tem um sentido, uma razão de ser. É preciso virar a noite num projeto, sem problema. Os profissionais dessa geração só querem que esse projeto tenha realmente valor para a sociedade, não só para a empresa. E junto a isso eles demandam/exigem qualidade de vida. Pode até parecer um paradoxo, mas é bem fácil de entender.

Eles não se incomodam de trabalharem até tarde, mas querem ter a flexibilidade de no dia seguinte chegarem mais tarde, ou ter café à vontade para “aguentar o tranco”. Dress code? Poder vestir jeans e camiseta é quase que lugar comum já para esses jovens, afinal, eles se comunicam através das roupas e querem estar confortáveis no dia a dia.
As empresas esquecem dessa composição heterogênea das gerações, e acabam criando ações que não vão conversar com os públicos tão diferentes.

A ferramenta do employer branding ajuda a diagnosticar esses detalhes, corrigir aquilo que não está de acordo com o perfil que a empresa precisa e vai contribuir, e muito, para a produtividade. Veja como:

• Como dito anteriormente, quando a empresa é um lugar bacana para trabalhar, os funcionários ficam felizes e acabam produzindo mais. Se sentem bem, acolhidos e querem dar o seu melhor.
• Quando a empresa se preocupa com reputação como empregadora, ela busca capacitar e aperfeiçoar seus profissionais, afinal isso fará com que eles se sintam valorizados, reconhecidos e claro, vão entregar mais resultados.
• Quem nunca foi reconhecido por ter feito um trabalho excepcional e contou para a toda a família? É um orgulho imenso, e queremos compartilhar com nosso círculo de amigos e familiares. A imagem positiva da empresa está sendo levada para fora.
• A empresa está expandindo o negócio, vai precisar contratar mais pessoas em um curto espaço de tempo? Se o employer branding está sendo bem feito, o tempo de recrutamento vai ser muito menor e a qualidade da seleção será muito maior. Bons candidatos vão aplicar para a vaga e a área de Recrutamento & Seleção poderá escolher com tranquilidade os mais preparados. E o resultado será mais produtividade.

Portanto, a sua empresa precisa trabalhar a marca empregadora para ter mais produtividade, reter e atrair talentos e criar um employer branding diferenciado no mercado.