Guilherme Braga, com sua palestra no CONARH chamada “Atraindo e selecionando a diversidade”, nos conta como sua startup busca a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e como conquistou o primeiro lugar no Global Grand Challenge Awards, prêmio concedido pela Singularity University, que está preocupada em como será o mundo nos próximos 50 anos.

Nesta edição do CONARH muito se falou sobre a diversidade nas empresas e como ela pode ajudar a trazer resultados e criar oportunidades. Em sua palestra, Guilherme apresentou ao público a importância de refletir sobre o assunto e perceber que a inclusão de pessoas com deficiência ao quadro de funcionários na empresa não deve ser vista como uma barreira, mas como uma chance de aproveitar ao máximo o potencial de cada indivíduo.

Atualmente no Brasil é previsto pela lei 8213/91 que as empresas devem ter uma certa porcentagem de funcionários com necessidades especiais proporcional à quantidade total de colaboradores, como poder ser visto no quadro abaixo:

Nº de empregados  Quantidade obrigatória de pessoas com deficiência (%)
de 100 a 200 2%
de 201 a 500 3%
de 501 a 1000 4%
de 1001 em diante 5%

 

Frente a esse cenário as empresas geralmente encontram duas formas de lidar com a situação. Existem aquelas que apenas contratam pessoas deficientes por obrigatoriedade e aquelas que percebem o quanto podem ganhar com isso e as contratam pensando em suas capacidades, muitas vezes superando a porcentagem mínima exigida por lei.

Guilherme citou alguns exemplos em sua apresentação no CONARH onde as pessoas deficientes que ele incluía nas empresas não só demonstravam um desempenho acima da média de suas equipes como também faziam com que o time aumentasse sua produtividade, dando o exemplo e inspirando os funcionários mais antigos.

Infelizmente hoje existe um desiquilíbrio entre a quantidade de vagas reservadas para deficientes e o número de pessoas que podem ocupa-las. Há uma proporção de aproximadamente dez pessoas por vaga, mas o cenário que se faz parecer é exatamente o contrário. As empresas acabam sendo muito exigentes e aparentam querer “cegos que enxergam” para ocupar os cargos, fazendo parecer que existem menos candidatos do que vagas.

Apesar de tudo isso é importante que o RH perceba os frutos que poderá colher com a contratação de funcionários PCD. Pesquisas apontam que além de trazer aumento na produtividade, o turnover desses funcionários equivale a metade dos normais, o que corta os custos da empresa, além de atrair clientes que também apoiam a causa.

Ao concluir sua palestra no CONARH, Guilherme conclui que a diversidade nas empresas deve ser bem vista por todos e devemos nos lembrar que não devemos tratar ninguém como herói ou coitadinho, “afinal de contas todos somos seres humanos em primeiro lugar e não podemos ser caracterizados por nossas deficiências”.

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Guilherme Braga

Fundador e CEO da Egalitê Recursos Humanos Especiais