Rodrigo Nasser, sócio da ITU Partners trouxe no segundo dia do CONARH 2019 várias discussões para o painel: Como internalizar a competência digital na sua organização?

Fato que a tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas e tem nos proporcionado mudanças significativas, como por exemplo, quantas coisas conseguimos fazer com um smatphone hoje? Podemos solicitar um transporte, pedir comida, realizar operações bancárias, dentre muitas outras coisas.

Isso se estende ao mercado empresarial, o avanço das tecnologias força mudanças nos fluxos de modelos de negócios. Dito isso, profissionais da área de Recursos Humanos passam a ter um papel ainda mais ativo e assertivo nas relações para com os colaboradores, guiando-os positivamente ao encontro dos resultados da empresa, sem afetar a vida pessoal.

Frequentemente as empresas quererem internalizar as competências digitais nas suas organizações, mas nem sempre estão dispostos a mudar seus modelos de gestão, com transformações disruptivas e exponenciais.

Iniciemos pela transformação exponencial, a empresa deve criar uma cultura com propósito transformador, por meio da tecnologia integrada ao core business permitindo um crescimento exponencial de duas bases, com escalabilidade e ideias.

Esse crescimento exponencial deve ser alimentado pelas transformações disruptivas, que irão alimentar as bases, isso porque a escalabilidade permite que o negócio responda rapidamente as mudanças do mercado, da mesma forma, que o crescimento exponencial necessita de novas ideias, metas claras e com foco nos times e clientes, considerando ter um ambiente interno receptivo e propício a um novo estado de pensamento.

As transformações disruptivas são o rompimento de padrões comumente estabelecidos, ou seja, não existe verdade absoluta, existe uma verdade para aquele momento e para aquela realidade, que pode e deve ser renovada.

Todo esse processo de transição ou transformação, geram vários desafios para a área de Recursos Humano, como por exemplo, a aquisição e retenção dos talentos, desenvolvimento das competências técnicas, sem perder a essência das competências comportamentais, e ainda aplicando o viés das novas competências digitais, tudo atrelado o propósito de cultura e valores da organização.

A tecnologia nos fornece meios para captar esses dados, porém, as tomadas de decisões são das pessoas alocadas nas lideranças. De fato, o “mundo empresarial” é uma grande aventura ágil, o qual não conseguimos traçar estratégias sem uma constante evolução, portanto, promover uma rotina com menos gargalos, mais inovação, aumento de compartilhamento de informações e investimento em tecnologias para todas as áreas, é indispensável.

Mas para alcançar a internalização das competências digitais se faz necessário humanizar o processo, é importante entender que a cultura de análise dos dados te coloca a frente dos concorrentes, diminui os riscos e aumenta as possibilidades de encontrar e aplicar melhorias, e para isso precisamos de pessoas engajadas e felizes!

 

Rodrigo Nasser

Founding Partner at ITU Partners