Alexandre Correa Lima, em sua palestra, dentro do espaço ABRH no CONARH, chamada “A revolução dos sonhadores”, nos conta que no mundo existem dois tipos de pessoas: aquelas que se adaptam ao mundo como está e aquelas “malucas” que fazem com que o mundo se adapte ao que elas pensam. Santos Dumont e Martin Luther King são só alguns exemplos de loucos sonhadores que transformaram a realidade em que viviam.

Esta palestra no CONARH foi uma provocação inspiradora para que todos sejam capazes de persistir e trabalhar para atingir seus sonhos e que esses sonhos possam transformar o mundo

Alexandre diz que das muitas coisas que sua mãe lhe ensinou, uma das mais importantes foi ter gosto pela leitura. Ela sempre o incentivou a ler, inicialmente com histórias em quadrinhos e um pouco mais tarde com os clássicos da literatura infanto-juvenil.

Ele comenta que era um rato de biblioteca e que devorou em poucos dias toda a coleção do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Para ele era um mundo mágico, onde uma boneca de pano era gente, sabugo de milho era intelectual e uma jacaroa colorida era uma temível bruxa chamada Cuca. Monteiro Lobato foi um sonhador. Acreditava que o Brasil tinha petróleo e diziam que ele era doido.

Santos Dummont, outro brasileiro ilustre, também era um sonhador. Ele tinha um sonho ainda mais ousado: achava que era possível voar como os pássaros. Errou, falhou, tentou, caiu e levantou até conseguir circundar gloriosamente a Torre Eiffel em 1901.

Martin Luther King achava que brancos e negros deveriam ser julgados pela grandeza do caráter e não pela cor da pele. Morreu com um tiro no rosto, como morrem muitos dos que ousam contrariar verdades (ditas) absolutas.

Durante a palestra no CONARH, ele diz que existem dois tipos de pessoas: as sensatas, que se adaptam ao mundo, e as insensatas, que tentam adaptar o mundo às suas ideias. E por mais doido que isso possa parecer, às vezes às insensatas vencem e conseguem mudar o mundo.

Hoje todo mundo se locomove com petróleo brasileiro, há mais aviões nos céus do que bem-te-vis e se o mundo ainda não é o paraíso na Terra já somos um bocado mais tolerantes com as diferenças que nos fazem ricamente humanos.

Mas que tipo de sonho ousaríamos sonhar para o RH do futuro? Seguindo a linha do tema do CONARH 2018, o RH protagonista da transformação, ele nos pergunta se ainda somos um pássaro com aerofobia, que acredita que voar é para outros pássaros corporativos e que propaga um protagonismo que ainda receia exercer?

Durante muito tempo o RH foi coadjuvante em processos nos quais teria um protagonismo natural, como nos programas de qualidade dos anos 80 e 90 que tiveram a Engenharia como ator principal.

Mas num mundo movido a inovação e criatividade será através do talento das pessoas que as organizações poderão ser bem-sucedidas. O protagonismo do RH, debatido fortemente no CONARH, mais do que desejável se tornará indispensável.

Mas para que o RH possa exercer esse protagonismo é preciso uma reinvenção, inclusive de mentalidade. Um dos primeiros passos é a adoção de uma postura INTRAENDEDORA, ou seja, uma cultura de criar projetos internos. Um RH que que inova, que catalisa o poder criador do grupo, um RH pós proativo, que cumpre seu papel, mas não deixa de estar alinhado às métricas do negócio.

Ser um RH mais conectado ao business não significa desconexão com as pessoas. Muito pelo contrário! Mais do que mudanças tecnológicas, iremos assistir num futuro próximo mudanças comportamentais ainda mais profundas. Uma delas é a relação que as pessoas possuem com o trabalho e a vida profissional. As pessoas não querem mais apenas um holerite no final do mês. Qual o sentido de fazer algo que não faz nenhum sentido para você? Chega de consultórios cheios de pessoas vazias! Significado e propósito serão grandes ativos para o profissional do futuro.

Fechando sua palestra no CONARH, Alexandre nos faz pensar sobre o que o futuro está nos pedindo, ou seja, um novo jeito de pensar a vida, o mundo, os negócios e as relações de trabalho. Precisamos de um novo RH!

Alexandre diz que você pode pensar que ele está sendo sonhador, que um RH protagonista, intraendedor e embaixador da felicidade é uma coisa muito insensata, mas o mundo precisa dos insensatos. O mundo precisa de pessoas que acreditam que sabugo de milho é gente, que todos somos iguais e que é possível voar.

O mundo precisa não apenas de novos aparelhos e tecnologias, mas também de lideranças inspiradoras, que desafiem as verdades absolutas e mostrem que existe um jeito melhor de fazer as coisas ou de gerar resultados com significado.

Concluindo, e dizendo para todos no CONARH, Alexandre afirma: O mundo precisa de uma revolução. A revolução dos sonhadores.

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Alexandre Correa Lima
Professor da FGV e palestrante