Uma empresa – ou organização – é um conjunto de pessoas, recursos e tecnologias que visa o alcance de um objetivo comum; objetivo este que seria inatingível apenas com o esforço individual ou com atividades isoladas. A coletividade e o trabalho em time são, portanto, as principais características de uma organização e seus elementos mais importantes.

Até pouco tempo atrás, a relação empresa X pessoas era considerada conflituosa. Hoje, apesar de sabermos que objetivos individuais e organizacionais são distintos, percebemos que eles podem ser complementares. A empresa consegue alcançar seus objetivos de lucratividade, competitividade e produtividade através das pessoas.

As pessoas, por outro lado, podem alcançar seus objetivos de realização profissional, desenvolvimento pessoal e pertencimento a um grupo – apenas para dar alguns exemplos – por meio de sua atividade na empresa. Daí a importância de uma estratégica eficiente de gestão de pessoas, que cuide e esteja atenta às necessidades das pessoas dentro do contexto empresarial.

As organizações existem e funcionam por meio das pessoas. São elas que fazem a gestão dos recursos da empresa, tomam decisões, calculam riscos, captam clientes, produzem e divulgam os produtos e serviços, avaliam, criam e colocam em prática as melhores estratégias. As empresas jamais existiriam se não fossem as pessoas e o trabalho que desempenham.

Levou bastante tempo para que as empresas pudessem perceber isso. A área de Recursos Humanos e as políticas de Gestão de Pessoas evoluíram ao longo dos anos, acompanhando as transformações sociais e as novas necessidades de um mercado cada vez mais exigente. De simples mão-de-obra não pensante que realizava trabalhos repetitivos, as pessoas passaram gradativamente a serem percebidas como o elemento mais importante da organização.

Porém, ainda atualmente, existe uma diversidade muito grande em relação ao olhar das empresas para o papel das pessoas dentro do contexto organizacional. A forma como as empresas denominam as pessoas reflete o papel atribuído a elas e a importância que elas possuem, o que interfere diretamente nas políticas e práticas de Recursos Humanos que são adotadas.

Vejam algumas denominações habitualmente utilizadas para denominação das pessoas dentro de uma empresa: mão-de-obra, operários, trabalhadores, empregados, funcionários, recursos humanos, colaboradores, associados, parceiros, talento humano, capital humano, capital intelectual. Podemos dividir essas denominações em dois grandes grupos. Em um dos grupos estão as empresas que enxergam as pessoas como seus recursos e no outro grupo estão as empresas que consideram as pessoas suas parceiras de negócio.

Pessoas como recursos

Quando a empresa – e sua política de Gestão de Pessoas – enxerga as pessoas como recursos, elas normalmente não são envolvidas nas decisões, existe uma forte relação de subordinação em relação às lideranças e o foco é a realização de tarefas.

Como recursos, ainda que recursos humanos, são padronizados, não são observadas necessidades particulares e precisam ser administrados para que apresentem o maior e melhor desempenho possível.

Pessoas como parceiras

Quando a política e as práticas de Gestão de Pessoas consideram-nas como parceiras do negócio, elas são comprometidas com os resultados porque participam das decisões. A liderança inspira o alcance das metas organizacionais e ao mesmo tempo se preocupa com as necessidades individuais e o desenvolvimento de cada membro de sua equipe.

Como parceiras, as pessoas são fornecedoras de conhecimentos e habilidades, inteligência que proporciona o diferencial competitivo para a empresa no mercado.

As pessoas são os principais elementos impulsionadores da organização. São capazes de conduzi-la à excelência a partir de seus talentos.

E a sua empresa? De que forma vocês pensam o papel das pessoas? A forma como as empresas denominam as pessoas tem um simbolismo claro, que é o valor atribuído a elas. Qual o valor das pessoas para o seu negócio?