Jaqueline Weigel, em sua palestra, dentro do espaço ABRH no CONARH, chamada “O futuro é humano”, aborda as forças de mudança e as megatrends pós-era digital, a adaptação da nossa espécie e os desafios de todas as áreas de negócio e o papel do novo RH como arquiteto de sistema humano.

Ela começa sua palestra no CONARH relembrando que o ano de 2018 começou agitado, sendo que a resistência diminuiu e inovação é a pauta! O termo vem tomando formas e cores diferentes, e ganhando cada vez mais adeptos no mercado de trabalho e inovar a parte humana é fundamental para que a mudança seja menos traumática.

Todas as empresas, com exceção das que continuam com a síndrome do avestruz, debatem os caminhos para o futuro. Caravanas vão e voltam para o Vale do Silício, para a China, Portugal ou Israel. O World Economic Forum deste ano sugere que olhemos para a Suécia e traz à luz os desafios do mundo.

O Brasil, um país jovem que ainda discute a era 4.0, tema também discutido em outras palestras no CONARH, enquanto o mundo já discute a Indústria Avançada. Antes tarde do que nunca. Na segunda onda futurista do país, mais gente vem descobrindo as ExOs (Organizações Exponenciais) de Salim Ismail, a Singularity University, os maravilhosos ecossistemas de startups de Israel e a liderança da China no tema inovação no mundo.

A discussão vem ficando robusta. Novos atores vêm surgindo e novas pautas vem entrando no debate. Será um ano tecnológico, e a Transformação Digital, amplamente discutida no CONARH, a Inovação Incremental ou Disruptiva, os unicórnios e as magníficas startups brilham no palco do mundo corporativo.

Jaqueline diz que temos evidências de progressos e a maior desigualdade de todos os tempos. A conectividade nos ajuda a criar núcleos diversificados em torno do assunto, e resolver os inúmeros problemas do planeta tornou-se oportunidade de negócio com propósito.

Empreendedores exponenciais anunciam caminhos para Marte como uma ideia que protegerá o planeta, tirado a indústria nociva daqui. É possível? No Futurismo, o absurdo é o grande insight! Porque duvidar? Estamos vivendo esta ideia.

Negócios e problemas se encontram, e as empresas que vivem em torno de metas e lucros para seus acionistas vêm saindo do palco. Novos investidores não se interessam por negócios que não estejam conectados à nova onda positiva do planeta, onde negócios são modelados unindo propósito e monetização. Pouco virou muito, impacto social virou algo cool.

Em sua palestra no CONARH, Jaqueline diz que entramos na era da liberdade com responsabilidade, e todos os dias mais e mais pessoas incríveis se apresentam para o trabalho coletivo. É impossível descrever o que acontece no mundo novo, é preciso experimentá-lo.

O futurismo também é novidade no Brasil, e assim como em outras matérias, exige cuidados. Futuristas estudam em escolas de futurismo globais, desenvolvem teses, usam métodos. Foresight e Prospectiva Estratégica trazem o criativo para o prático e criam ações no presente.

Ser futurista se tornará uma habilidade para os novos líderes, mas o futurismo profissional é uma disciplina acadêmica e aplicável a negócios e sistemas sociais. Futuristas trazem clareza, não certeza e adotam um discurso moderado e estruturado, mostrando formas práticas para antecipar o futuro desejado ou preparar-se para ele.

Novos líderes se apresentam como seres que transcendem a mente comum. O DNA do novo trabalhador do mundo é colaborativo, inteligente, abundante e poderoso. Jamais perfeito, porque a perfeição não é um atributo do homem.

Jaqueline, durante o CONARH, diz acreditar que estamos falando demais de tecnologias, do que está sendo anunciado todos os dias na mídia, de cases em andamento, mas precisamos incluir a parte humana cujo jeito de pensar, agir e viver demanda reedição profunda. Tech e Human precisam ter o mesmo peso nas discussões e nos investimentos.

Pensar grande é investir em gente tanto ou mais que se investe em tecnologia. Corremos o risco de transformar as tecnologias exponenciais no novo tecnicismo do mundo corporativo. Os novos atores do mundo dos negócios precisam ter visão expandida, mindset aberto, moldável, rede de habilidades, e não apenas uma lista de competências. Precisam conectar o saber, o SER, o fazer e o construir de fato.

Nos negócios, o desafio é imenso: inovar passou a ser sobreviver. E não se trata mais de incrementos apenas ou de lançar novos produtos, e sim de ativar a criatividade de forma estratégica e organizada, e decidir entre milhares de caminhos um para testar.

Há inúmeras novas empresas surgindo pelo mundo, e a transformação digital é apenas a primeira etapa da revolução do mundo. Incremente, mas discuta a remodelagem do seu negócio. Todas as empresas e indústrias serão impactadas e não há fórmula de sucesso pronta.

A maioria das startups falha porque o modelo de negócio não é viável. A inserção de labs no ambiente linear é saudável para ativar a criatividade, mas misturar o tradicional com o disruptivo sem um plano estrategicamente bem elaborado e sem prospectiva estratégica tem mostrado mais ruído que sucesso.

O líder do novo mundo já foi mapeado e há um caminho inicial para que possamos compreender quem é este novo influenciador do mundo. São personagens diferentes com uma essência semelhante. Este formato deve avançar de forma acelerada. Entender quem é este líder, como ele pensa e qual é seu skillnet é essencial para executivos e áreas de pessoas que desejam continuar no mercado nos próximos anos.

Concluindo sua palestra no CONARH, Jaqueline diz que para o futuro do trabalho teremos muitas novidades e a principal será reeditar sua alma e digitalizar seu mindset, além de aprender sobre novas tecnologias. Este será o diferencial de quem terá muito valor no mercado futuro e de quem apenas o servirá como novo prestador de serviços da rede.

 

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Jaqueline Weigel
Futurista, humanista facilitadora de Educação Corporativa, CEO da W Futurismo e W Future School