Inteligência emocional é a capacidade de identificar e gerenciar suas próprias emoções e estar ciente dos estados emocionais dos outros. É sobre estar ciente de como suas respostas emocionais afetam seu pensamento e comportamento. No local de trabalho, isso é vital para coisas como administrar contratempos, lidar com pessoas difíceis ou frustrantes e administrar o estresse e os desafios.

É algo que o departamento de RH está tomando cada vez mais a sério, em relação aos colaboradores atuais e potenciais. Pode expandir o pensamento, aumentar a precisão, melhorar a criatividade e melhorar a resolução de problemas. A emoção negativa pode, obviamente, ter um efeito de bloqueio na análise, na lógica e na tomada de decisões acertadas. A capacidade de reconhecer e entender suas emoções é compatível com sua capacidade de gerenciar seu impacto na produtividade e no desempenho.

Há algum tempo existem maneiras de avaliar as competências emocionais. Por exemplo, entrevistas por competências, baseadas em incidentes críticos do passado do candidato, através das quais podemos prever como o candidato se ajustará ao trabalho oferecido.

Por outro lado, existem também testes psicométricos, destinados a avaliar a inteligência emocional entendida como uma capacidade. Ou testes mais específicos focados em uma área específica da inteligência emocional, para medir a assertividade.

 

Aplicando a inteligência emocional em entrevistas

Em cada processo será necessário analisar detalhadamente habilidades, vinculando a estratégia e os valores da empresa à busca de atitudes e aptidões desejadas no candidato. Assim, não existe um modelo aplicável a todos os perfis ou posições, nem mesmo organizações, e o desenho de questões a serem desenvolvidas na entrevista para cada cargo a ser preenchido deve ser customizado. Em geral, as diferentes áreas a serem avaliadas seriam as seguintes:

  • Autoconhecimento: para avaliar criamos contextos reais que testam a capacidade do candidato de perceber seus próprios sentimentos, identificá-los e nomeá-los. De acordo com a experiência do entrevistado, ele poderia até trabalhar em sua compreensão emocional, investigando sua capacidade de identificar as razões subjacentes a essas emoções.

 

  • Autocontrole: neste momento vamos propor vários cenários de trabalho e cotidiano, onde o candidato pode explicar sua capacidade de gerenciar as emoções que o geram. As emoções seriam trabalhadas do ponto de vista de sua intensidade (alta ou baixa) e sua carga (positiva ou negativa).

 

  • Motivação: trata-se de investigar a capacidade de enfocar a conquista de objetivos e seu modo de fazê-lo, de superação de falhas e assimilação de aprendizagens emocionalmente intensas. É aconselhável trabalhar também a competência de motivar os outros.

 

  • Empatia: aqui devemos identificar a capacidade do candidato em reconhecer, interpretar e usar as emoções de outras pessoas e seu interesse em compreendê-las.

 

  • Habilidades sociais: finalmente, várias habilidades necessárias para o sucesso social são trabalhadas. É aconselhável apenas trabalhar aqueles duas ou três mais relacionados à posição. Investigamos aspectos como a capacidade de resolver conflitos físicos e verbais, a capacidade de negociar e a tendência à cooperação.

 

Se o entrevistador for treinado e a duração for de pelo menos 45-60 minutos, um diagnóstico ajustado das competências emocionais necessárias para desempenhar adequadamente o cargo escolhido pode ser feito. Além do treinamento, que terá mais a ver com o desenvolvimento de certas habilidades, é necessário um estudo prévio completo do perfil do cargo a ser preenchido e um desenho personalizado das competências desejadas e o grau de conformidade com elas.

Os recrutadores devem ter conhecimentos relacionados ao comportamento humano, comunicação, processos cognitivos e gestão emocional, além de também desenvolver habilidades de escuta, observação, criação de hipóteses, reflexão e, é claro, ética. Se, devido ao seu itinerário de treinamento, não foi possível, é aconselhável treiná-los adequadamente para realizar adequadamente o trabalho, assim como exigem os candidatos a quem eles avaliam e julgam todos os dias.

Aquele que dedica tempo à entrevista emocional é aquele que conhece e valoriza, e quem tem a permissão de sua organização para fazê-lo. Vários fatores devem ser dados para que um recrutador possa realizar esse tipo de avaliação nas empresas, uma vez que é uma decisão que não depende exclusiva e exclusivamente dele. Mas investir neste modelo de seleção pode contribuir com valor ao recrutamento e à organização.