Salas de descompressão, atividades de lazer, ginástica laboral e outros programas de integração deixaram de ser meros agrados para os funcionários e ganharam status de investimento em recursos humanos. Mesmo que a motivação no trabalho seja influenciada por outros fatores, iniciativas, como essas, tornam o ambiente de trabalho mais agradável e colaboram para manter a produtividade.

Movidas por jornadas de trabalho que exigem mais de oito horas de cada colaborador, as empresas, através do RH, perceberam a necessidade de melhorar a vida dentro dos escritórios. Com base em pesquisas internas e outros estudos sobre o assunto, tais companhias concluíram que estresse e cansaço, aliados a ambientes de trabalho opressores, podem até bloquear a inovação.

Prova disso é que diversas universidades americanas e europeias estudaram o assunto e chegaram a um número impressionante: as companhias perdem até 63,2 bilhões de dólares com os males da fadiga. Cansados e sobrecarregados, os funcionários produzem menos e pior.

E os números dos prejuízos vão além. Outro estudo, dessa vez da consultoria americana Monster, apontou que 42% dos trabalhadores já abandonaram um emprego por causa do ambiente de trabalho estressante. E o pior: 61% dos trabalhadores acreditam que o estresse no trabalho já lhes causou algum tipo de doença.

Mas, afinal, como reconhecer um ambiente de trabalho ruim?

O portal americano Business Insider, especializado em gestão e carreira, listou alguns fatores físicos e emocionais que podem prejudicar o clima da empresa, tais como ausência de comunicação (especialmente da liderança), chefes tóxicos, problemas de relacionamento e inconsistência de politicas e procedimentos por parte da companhia.

E como os espaços de lazer, as atividades físicas e outras iniciativas são capazes de melhorar o ambiente de trabalho?

Diversas empresas, através de suas pesquisas clima, perceberam que os funcionários podem ficar mais satisfeitos, e menos estressados, com a promoção de lazer, descanso, bem-estar e integração. Diante da possibilidade de fazer pausas durante o expediente, muitos colaboradores mostram disposição para cumprir as metas diárias.

Um dos exemplos mais famosos e conhecidos é o do Google, considerada como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil e no mundo.

De acordo com a revista Fortune, os benefícios exclusivos que o Google oferece são capazes de atrair, reter e motivar talentos. Refeições orgânicas, lanches, aulas de ginástica e até um caminhão-spa são exemplos dos agrados fornecidos ao time americano.

No Brasil, quando foi considerada a melhor empresa para se trabalhar em 2014 (segundo o guia elaborado pela revista Você S/A), o Google conquistou um índice de felicidade no trabalho de 90,7. Embora o ambiente de trabalho inovador não seja a única razão para essa nota, a influência do mesmo é inegável.

O que fazer para melhorar o ambiente de trabalho

Por mais que os bons exemplos possam ser copiados, o RH deve promover ações que estejam alinhadas aos anseios dos colaboradores. Só então a área poderá investir em melhorias e programas de bem-estar que deem retorno ao negócio.

A área de gestão de pessoas também precisa mapear os motivos que causam insatisfação no ambiente de trabalho. Muitas vezes, o problema pode estar relacionado à falta de comunicação e integração entre as pessoas. Nessas horas, é preciso contar com a ajuda da liderança para buscar as melhores soluções.

No mais, é bom lembrar que iniciativas e programas de bem-estar, lazer e felicidade só terão efeito em longo prazo se estiverem alinhados a outras políticas e práticas de RH consistentes. Só assim um ambiente de trabalho inovador fará sentido para o negócio e causará impactos na vida das pessoas.  Do contrário, a empresa fará altos investimentos e colherá poucos resultados.