O desenvolvimento de lideranças é parte fundamental do sucesso das empresas e estas tem investido cada vez mais em seus executivos atuais e futuros. Contudo, percebe-se que nem sempre os investimentos da empresa em sua liderança são bem-sucedidos, principalmente porque as abordagens tradicionais do desenvolvimento de liderança não atendem mais as necessidades organizacionais e dos indivíduos.

Muitas organizações possuem políticas de desenvolvimento de lideranças bem organizadas e investem muitos recursos nesse processo, contudo verifica-se que esses programas não têm proporcionado o retorno esperado pelas empresas. Podemos citar três motivos para esse cenário:

  1. As empresas desenvolvem seus programas de liderança esperando que o colaborador traga algum retorno para a organização a longo prazo, contudo, os colaboradores participam desses programas visando seu desenvolvimento profissional e a promoção da própria carreira e, nem sempre esses colaboradores permanecem na organização;
  2. Os programas tradicionais de desenvolvimento de liderança tem sido eficientes em ensinar habilidades cognitivas e medir seu desenvolvimento, contudo não tem conseguido fornecer o que as empresas mais necessitam (habilidades comunicativas, interpretativas, emocionais e perceptivas necessárias para liderar e trabalhar de forma colaborativa) e que são essenciais para que os lideres possam enfrentar os desafios atuais e futuros; e,
  3. Há dificuldade dos líderes em ensinar o que aprenderam em sala de aula e de aplicar seus conhecimentos no dia a dia do trabalho.

Para conseguir desenvolver suas lideranças e realmente colher os resultados desse investimento, as empresas precisam identificar onde seus esforços estão falhando e contar com o apoio de novas ferramentas que estão surgindo, como cursos online, plataformas sociais e ferramentas de aprendizagem ofertadas por consultorias, escolas tradicionais de desenvolvimento de liderança ou por novas instituições.

Podemos apontar como tendências no mercado de desenvolvimento de liderança:

  • Universidades corporativas

São uma forma estratégica de desenvolvimento para colaboradores, já que nesse modelo a organização, gestores e o setor de desenvolvimento de pessoas e treinamentos podem estabelecer de forma mais precisa e particularizada as experiências e conhecimentos que as pessoas e equipes precisam e que contribuirão para o sucesso da organização. No modelo de universidades corporativas, grande parte dos treinamentos sob demanda são realizados em ambientes virtuais, reduzindo custos e facilitando que as pessoas sejam treinadas em casa ou no trabalho.

 

  • Mudança de programas de sala de aula padrão

Os programas de sala de aula padrão estão mudando para programas de desenvolvimento executivos de faculdades de administração e universidades. Estes programas de desenvolvimento executivo ampliam a abordagem de habilidades relevantes para a empresa e o desenvolvimento das lideranças, além de oferecer um melhor acompanhamento e avaliação pré e pós-aquisição de competências e a aplicação destas no ambiente de trabalho.

 

  • Aumento de ambientes de aprendizagem personalizado

O uso de plataformas e aplicativos tem crescido nos últimos anos e facilitado o acesso e a personalização de conteúdo de acordo com as funções das lideranças e das necessidades das organizações.

A partir dessas tendências, notamos que as empresas deixam de utilizar programas genéricos e pré-estabelecidos para o desenvolvimento de lideranças e passam a estimular a criação de comunidades de aprendizagem através de programas de ensino a distância e o estabelecimento de universidades corporativas. Nesse modelo de desenvolvimento de pessoas, adota-se o ensino personalizado, socializado e adaptativo, onde as empresas conseguem verificar de forma mais efetiva o retorno sobre o investimento no desenvolvimento de talentos.

Nesse cenário de aumento da demanda por educação executiva, as consultorias, faculdades de administração, universidades corporativas e plataformas digitais têm competido para oferecer programas de desenvolvimento de habilidades. Em geral, esses programas são baseados em conteúdos digitalizados e na interação humana, e compostos por palestras, discussões de caso, fóruns de debate, exercícios, além de experiências de alto valor como coaching personalizado, aprendizagem baseada em projetos e sessões de feedback em grupo.

Para as empresas, esse novo modelo de educação executiva pode ser bastante vantajoso, já que a organização pode direcionar seus esforços em desenvolver habilidades técnicas e analíticas de que necessita, buscando no mercado fornecedores específicos para cada necessidade.