Muitas vezes os gestores ficam em dúvida sobre quem deve ser promovido. Será que só pelo fato daquele funcionário ter mais estudo também terá maior habilidade para assumir um cargo superior? Será que ele é resiliente o suficiente para encarar os desafios e as pressões que o novo cargo exige?

São tantos fatores para se levar em consideração nesse momento e há que se pensar se o funcionário tem capacidade para a função e se o fato de o promover não irá afetar de forma negativa a equipe.

Em primeiro lugar, nem sempre o colaborador dedicado está querendo como reconhecimento uma promoção. Ele não precisa, necessariamente, ser promovido para um cargo de liderança. Talvez ele possa assumir uma nova tarefa da qual gosta e demonstra habilidade e ganhar um bônus salarial por isso.

O que acontece muitas vezes é que o funcionário agrega mais uma função, porém o gestor se esquece de remunerá-lo por essa responsabilidade assumida. Consequentemente ocorre aquela situação em que o funcionário esforçado ganha mais trabalho, entendendo isso como forma de punição e não de reconhecimento.

Em segundo lugar, a empresa deve contar com um processo de seleção interno e ter isso bem claro para os colaboradores, evitando a cultura de promover pelo favoritismo. Isso torna o processo transparente para a equipe, a qual aceitará mais facilmente, e sem tantos aborrecimentos, a escolha do candidato promovido.

Mas, afinal, quais critérios levar em consideração na hora de promover um funcionário?

1.Adequabilidade ao cargo

Só porque um colaborador desempenha muito bem as tarefas em seu cargo atual, tendo domínio da técnica necessária, não quer dizer que ele está pronto para ser promovido. É preciso avaliar, antes de promovê-lo, se ele sabe e tem condições de desempenhar novas tarefas.

A vantagem de promover alguém da própria organização é que essa pessoa já tem um perfil conhecido e conhece a rotina da empresa, os gestores e os colegas.

2.Reconhecimento das responsabilidades

Nem sempre o candidato à promoção está ciente das responsabilidades que terá que enfrentar e algumas vezes ele só está interessado no aumento de salário, mas um novo cargo exige qualificações diferentes e habilidade de liderança que, às vezes, o colaborador não possui.

Para uma mudança de função o profissional deve ter consciência das responsabilidades que terá que assumir, quais serão as mudanças na rotina e como ele terá que se comportar diante da equipe a partir do momento que a empresa o promover.

3.Teste na função

Quando surge uma oportunidade em que o gestor se ausenta ou sai de férias, um candidato a ser promovido futuramente pode ser convidado durante aquele período determinado para assumir algumas das funções do gestor ausente.

Essa é uma excelente oportunidade de avaliar o desempenho do colaborador, observando suas competências e habilidades diante daquela circunstância. É importante estudar o potencial dele e até a reação que ele teve diante dessa chance obtida.

4.Imagem perante os colegas

Qual é a visão que a equipe tem do candidato que a empresa quer promover? É importante obter essa resposta baseada no relacionamento que ele tem com a equipe, se costuma colaborar, ser comunicativo, auxiliar no clima positivo sem falar mal ou depreciar o trabalho dos outros colegas.

Ele deve ser uma pessoa confiável, que sabe delegar e não tenta resolver tudo sozinho. De um modo geral, deve ser uma pessoa que todos procuram para ajudar a resolver um problema.

5.Pensa em soluções

O colaborador deve ser aquele que pensa em soluções, que não se satisfaz apenas em cumprir seu horário, ele identifica problemas e dificuldades nos processos da empresa e as discute com a alta gerência, pois está sempre focado em obter soluções e não permanece de braços cruzados reclamando.

Os sinais de proatividade são indícios promissores quando a empresa deseja promover um colaborador porque ele provavelmente irá impulsionar mudanças positivas e estimular melhores resultados.

Considerações finais

Antes de promover um funcionário a empresa deve avaliar de que maneira o profissional pode agregar valor à nova função. Competências técnicas, postura e habilidade de liderança devem ser consideradas.

Promover um funcionário que já trabalha na empresa é positivo porque ele conhece a cultura organizacional e a equipe. Isso faz com que o engajamento seja mais rápido e eficiente, além de que a empresa terá menor gasto com a transição do que com uma nova contratação e tudo que a envolve.