A capacidade de uma empresa inovar e se manter competitiva em um mercado altamente mutável depende fundamentalmente das pessoas que a compõem. São as pessoas e seus talentos que produzem, criam, buscam soluções, resolvem problemas e contornam obstáculos para garantir a alta performance organizacional.

Consciente da importância de cada talento para o negócio, a área de Gestão de Pessoas, há um bom tempo, tem buscado desenvolver estratégias e soluções para cuidado e desenvolvimento dos colaboradores. Programas para a promoção da saúde, ações de treinamento e desenvolvimento, políticas diferenciadas de benefícios e projetos para melhoria do clima são apenas alguns exemplos.

Tendo como ponto de partida um cenário onde os profissionais eram reduzidos a apenas mais um recurso da empresa, foi um grande avanço desenvolver a consciência de que os negócios somente prosperam se foram capazes de cuidarem das pessoas. Considerando esse novo olhar, um novo conceito surgiu: o RH Estratégico. Mas o que seria isso?

Uma empresa tem um RH Estratégico quando a área de Gestão de Pessoas contribui efetivamente para a eficácia organizacional. Ela entende e fala a mesma língua do negócio, é parceira das diversas áreas organizacionais e alinha suas ações de acordo com os objetivos estratégicos da empresa.

Veja os principais papéis desenvolvidos por um RH Estratégico, segundo Idalberto Chiavenato:

01. Ajudar a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão: esta deve ser a principal preocupação da área de Gestão de Pessoas.

02. Proporcionar competitividade à organização: identificar as competências necessárias, atrair os melhores talentos, incentivar a inovação são algumas formas que um RH Estratégico tem para tornar a empresa mais competitiva.

03. Proporcionar à organização pessoas bem treinadas e motivadas: a área de Gestão de Pessoas deve incentivar o autodesenvolvimento, criar um ambiente colaborativo e propício à aprendizagem, preocupar-se em manter um bom clima organizacional, disseminar valores inspiradores, dar um sentido ao trabalho.

04. Aumentar a satisfação das pessoas no trabalho: o trabalho é uma das peças que compõem a identidade pessoal. Pessoas produtivas são aquelas que encontram satisfação no trabalho, seja porque fazem o que gostam, porque o ambiente é agradável ou porque confiam e se orgulham de pertencer à empresa.

05. Desenvolver e manter a qualidade de vida no trabalho: em geral, as pessoas passam a maior parte de suas vidas no trabalho. Qualidade de vida no trabalho é fundamental para garantir o bem-estar dos colaboradores. E isso significa manter um ambiente agradável e seguro, que garanta a saúde física e emocional das pessoas.

06. Administrar e impulsionar a mudança: para contribuir efetivamente com os resultados organizacionais, um dos principais papéis da área de Gestão de Pessoas é apoiar a empresa a lidar com as constantes mudanças pelas quais o mercado passa constantemente. Capacidade de adaptação, inovação e flexibilidade são competências que precisam ser desenvolvidas para garantir a sustentabilidade do negócio.

07. Manter políticas éticas e comportamento socialmente responsável: todas as atividades da área de Gestão de Pessoas devem ser transparentes, justas e confiáveis. O comportamento socialmente responsável deve ser uma premissa para a existência da empresa. Quando as pessoas percebem que trabalham em uma empresa ética e socialmente responsável, desenvolvem um sentimento de orgulho por ela. Além disso, a postura ética é voltada para o social por parte da empresa dissemina uma cultura de respeito, tolerância, responsabilidade e honestidade, tornando muito melhor o ambiente organizacional. Isso também atrai muitos talentos para a empresa.

08. Construir a melhor empresa e a melhor equipe: um RH Estratégico precisa se preocupar com as pessoas, mas também com o contexto em que elas trabalham, o que inclui a cultura corporativa, o estilo de gestão, os processos e a organização do trabalho.

O conceito de RH Estratégico é amplamente disseminado, porém ainda está distante da realidade de muitas empresas. Para dar o primeiro passo, é preciso se aprofundar no negócio e estruturar suas ações a partir dos objetivos organizacionais.