Em um mundo de rápidas mudanças e grandes volumes de informação, as empresas tentam se reinventar diariamente e se manterem competitivas. É necessária uma imensa capacidade de inovação e de adaptação a um cenário em constante transformação. Nesse contexto, as empresas que conseguem se diferenciar são aquelas com a habilidade de proporcionar a seus colaboradores um ambiente de constante aprendizagem.

A Gestão do Conhecimento é um dos processos fundamentais para que a aprendizagem organizacional ocorra de forma fluida, incluindo o estímulo à produção, mapeamento e, principalmente, a multiplicação dos diferentes saberes que existem dentro da empresa. Afinal, o conhecimento organizacional apenas terá utilidade caso possa ser compartilhado e amplamente utilizado.

Uma ação genuinamente útil de Gestão do Conhecimento é o compartilhamento de melhores práticas. Isso significa lançar mão de ferramentas e processos que possibilitem a identificação de práticas excelentes, fortaleçam as redes de relacionamento dentro da empresa e estimulem uma cultura de troca de informações.

As melhores práticas são uma espécie de benchmarking interno. A empresa aprende com suas próprias experiências, por exemplo: uma equipe com alto índice de turn over pode aprender uma forma de melhorar esse índice com outra equipe que tenha obtido sucesso nesta questão.

Existem diversas formas de possibilitar o compartilhamento de melhores práticas, apoiando o processo de criação e gestão do conhecimento. Uma delas é mobilizar a energia dos colaboradores.

As pessoas irão compartilhar seus conhecimentos e experiências se perceberem que estão contribuindo com algo maior e sentirem orgulho disso.  Precisam acreditar no processo, ter uma compreensão clara de que o objetivo do compartilhamento das melhores práticas é a ampliação de seu próprio conhecimento, do conhecimento de seus colegas e da empresa como um todo.

Para que isso aconteça, a comunicação interna terá um papel fundamental, disseminando o propósito de cada ação e incentivando o intercâmbio de informações.

Outro ponto fundamental é facilitar a disseminação do conhecimento. As melhores práticas devem ser compartilhadas pelas próprias pessoas que as vivenciaram. São elas que possuem os saberes necessários para apoiar as outras pessoas na execução de tais práticas. A empresa precisa favorecer a proximidade entre as equipes e o intercâmbio de conhecimentos.

Algumas ações possibilitam esse intercâmbio:

  1. Disponibilizar uma biblioteca virtual aberta, de contribuição voluntária, com diversos conteúdos organizacionais e externos, como livros, vídeos, tutoriais, revistas, glossários, artigos, poadcasts, infográficos, processos, cases, etc. Neste caso, ter uma ferramenta de busca que funcione efetivamente é fundamental, para que os colaboradores possam localizar os conteúdos.
  2. Incentivar a formação de grupos de estudo, onde os participantes possam se encontrar periodicamente e debater sobre um assunto específico, que poderá ser um case de sucesso, o conteúdo de um livro ou até mesmo de um curso feito por alguns dos participantes.
  3. Criar comunidades de prática presenciais ou virtuais, em que os colaboradores relatem uma situação-problema e os colegas contribuam com sugestões de melhores práticas para a resolução.
  4. Promover palestras ou workshops sobre temas que agreguem ao dia-a-dia de trabalho. Cada encontro pode ser conduzido por um colaborador, que irá compartilhar seus conhecimentos e experiências sobre algum projeto, evento, curso ou conteúdo relevante.

Uma boa gestão do conhecimento possibilita que os saberes gerados dentro da empresa sejam institucionalizados e estejam acessíveis a todos, evitando que se restrinjam a uma pessoa ou um pequeno grupo de pessoas. Ao criar uma cultura de compartilhamento de melhores práticas, a empresa passa a ter também uma cultura de excelência, de aprendizagem contínua e de autodesenvolvimento.

As melhores práticas apoiam a tomada de decisão, minimizam a repetição de erros e ainda podem reduzir gastos de tempo e dinheiro em novos projetos corporativos.  O grande desafio das empresas é criar um ambiente que aproxime as pessoas e desperte o interesse no intercâmbio de informações.